quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Odeio





discutir, gritar contigo, odeio quando nem sequer me deixas que te toque e ficamos na nossa cama de pernas à chinês por tempo indefinido. Odeio quando tens ciúmes, quando questionas o que me vai na alma e dizes que não me consegues fazer feliz. Odeio quando me viras a cara e encolhes os ombros e dizes que já não te importas. E isso eu não consigo ouvir, não consigo ouvir-te dizer que tanto te faz, que não queres saber, que não me queres ouvir, que o meu poder de argumentação é zero e que nada vai mudar. Odeio quando quero falar contigo mas a minha voz afoga-se e reflecte-se em lágrimas pesadas que descem lentamente até ao meu pescoço.



E depois, o que eu gosto mesmo é de fazer as pazes e adormecer no teu colo.

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